Coletivo Vai e Faz

Fundado e produzido por grafiteiros e entusiastas das artes urbanas de Salvador, o Coletivo Vai e Faz dedica-se ao fomento e difusão das artes urbanas no território baiano. Organizador de um dos maiores festivais de graffiti no Brasil, o BTC – Bahia de Todas as Cores, cujo objetivo é agregar forças em prol da valorização da Arte do Graffiti baiano, de modo a contribuir mais vivamente com a cena do graffiti brasileiro.

O coletivo é formado pelos grafiteiros Bigod, Chermie, Lee27, Vidal, Mônica, Galvão, Tiago Ramsés e Dante, além de contar com o pesquisador de graffiti Evanilton Gonçalves e com a fotojornalista e uma das autoras do livro Graffiti Salvador Carol Garcia. Também compõe o coletivo a publicitária Luciana Mendes e os produtores culturais Nany e XXX. Dessa forma, a equipe une anos de experiência com a Arte do Graffiti, gestão artístico-cultural e metodologia técnico-científica em suas ações, com experiência na realização de projetos de pinturas de murais e oficinas de Graffiti para escolas da rede pública através de parcerias com empresas do setor público, como Conder, Codesal, FGM, CCR Metro Bahia, Secretaria de Educação do Estado da Bahia, dentre outras empresas do setor privado, a exemplo da Orange, empresa internacional de telecomunicações.

Links de projetos realizado nos projetos pelo coletivo:

Artistas do coletivo falam sobre o BTC 2019: https://www.youtube.com/watch?v=OC4F72qSUfs

Sobre oficina de Graffiti realizada através da CCR Metro Bahia: https://www.youtube.com/watch?v=jdvYoVAb08s&t=19s

Sobre oficina de graffiti para 600 funcionários da empresa Orange, da França: https://www.youtube.com/watch?v=AKxBQ_iRNYQ&t=42s

Minibiografia dos integrantes do Coletivo Vai e Faz:

Envolvido com arte de rua desde 1998, Bigod hoje é ilustrador, animador e grafiteiro. Seu nome artístico lhe foi atribuído por seu mestre de capoeira. Integrante da Crew NOVA10ORDEM, é um dos sócio-fundadores do Museu de Street Art de Salvador – MUSAS. Suas intervenções estão por toda cidade. Além de Salvador, seus trabalhos já foram expostos em alguns municípios do interior baiano, nos principais estados brasileiros, como Rio de Janeiro, São Paulo, Minas Gerais e Ceará. Suas produções encontram-se também na Europa, em países como Itália, Alemanha e Paris.

Lee27 iniciou nas ruas de Salvador em 1993, membro da Velha Escola do Hip-Hop baiano, ajudou a fundar a primeira posse de hip-hop, intitulada “Posse Orí”. Destaca-se no cenário artístico nacional com sua identidade no graffiti, que é voltada para a cultura afro-baiana de religiosidade de matriz africana. Suas letras e personagens carregam elementos que representam os Orixás. Nesse sentido, suas produções de graffiti são singulares. Militante e arte-educador do movimento hip-hop baiano desde 1998, é membro da redeAiyê Hip-Hope doBlackitude. Protagonista de suas ações, é o fundador do grupo de graffiti OCLAN crew e membro da MAC crew da França. Já teve seus trabalhos expostos na XI Bienal do Recôncavo Centro Cultural Dannemann, em São Félix-BA e na 1ª Bienal Internacional de Graffiti de Belo Horizonte (1ª BIG), na Serralheria Sousa Pinho. Suas produções encontram-se expostas em municípios do interior da Bahia e em diversas cidades dos estados do Norte e Nordeste. Além disso, suas produções também são encontradas na Europa, em países como França, Alemanha, Espanha e Itália.

Vinícius Vidal é soteropolitano, nasceu em 1986, e começou a fazer graffiti no final do anos 90. Formou-se em Design Gráfico pela Universidade Salvador – UNIFACS, em 2011. Já participou de diversos eventos em várias cidades brasileira, além de ter produzido suas intervenções na Europa, em países como Alemanha e França. Dono de um estilo próprio, é fácil reconhecer seus trabalhos através dos traços, formas e cores. Segue em atividade pelas ruas de Salvador.

Natural do estado do Amazonas, reside em Salvador há 5 anos. Atua como grafiteira há 9 anos. Além disso, é Produtora Cultural, Ilustradora e militante do Coletivo Nacional da Juventude Negra Enegrecer e da Marcha Mundial de Mulheres, integra ainda a articulação de mulheres MUMBI. Incentivadora do empoderamento feminino, organizou eventos como o 1º Encontro de Graffiti Feminino do Norte, Campeonato de skate feminino – Lugar da mulher é aonde ela quiser (Manaus). Festival MARIA e o quarto encontro de estudantes  Negros e Negras e cotistas da UNE (Salvador).

Iniciou seus trabalhos como grafiteira em 2005, sendo uma das pioneiras entre as mulheres de Salvador a desenvolver arte nos muros da cidade. Integrante dos grupos de grafiteiras Toque Feminino Crew, CRA e Linha Rosa Crew, Mônica explora o universo feminino em seus trabalhos. Como participante do Projeto Salvador Grafita (2011/2012), foi convidada a realizar um intercâmbio cultural na Itália, deixando suas intervenções urbanas nas cidades de Roma, Sicília e Palermo. Entre as muitas participações em eventos, tem no currículo a Exposição de Telas da Rede Nami (2012) – grupo feminista que usa a arte urbana para promover os direitos das mulheres e o Festival VISIOpontos de artes visuais. Já esteve presente em encontros de graffiti como o Meeting of Favela (MOF), evento que anualmente reúne artistas de todo o país na Vila Operária, comunidade do Rio de Janeiro e é considerado o maior mutirão de grafite do mundo.

Natural de São Paulo e  reside em Salvador desde criança. Autodidata, iniciou na arte profissionalmente em 1998, e como artista visual comercializava seus trabalhos de forma autônoma. Conheceu o graffiti em 2013, e desde então está imerso no mundo da arte urbana. Em 2015, foi selecionado para participar do maior festival de arte de rua da Europa, o The Urban Paint Festival, e também para o Street Of Styles Curitiba 2017/2018, e para o Meeting of Styles Houston/EUA em 2018. Desenvolve trabalhos como arte-educador através de oficinas de graffiti para escolas públicas, privadas e empresas.